sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

COLHEITA

Enzo Carlo Barrocco





















Colho  as manhãs de chuva
e folhas,
de gente embuçada;
colho este poema avulso.

Lavoura branca de luas inexistentes,
eitos rubros de palavras.
Ainda restam orvalhos pelos versos
e um vento agudo no meu rosto azul.

Colho as manhãs de chuva
e folhas
de gente embuçada;
colho este poema  avulso.


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