quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
CINCO DÚZIAS DE POEMAS – UM PRESENTE DE GREGO
por Enzo Carlo Barrocco

60 Poemas: um pequeno apanhado de Kaváfis
A poesia grega vem à baila com o excelente trabalho 60 Poemas (Ateliê Editorial, 2007, 160 páginas), escritos pelo excepcional Konstantinos Kaváfis (Alexandria 1863 – Idem 1933) magistralmente traduzidos por Trajano Vieira (professor de Língua e Literatura Grega do IEL) dando a oportunidade para o leitor brasileiro entrar em contato com a poesia grega mais recente. A
sutileza coloquial sempre acompanhou Kaváfis em sua poesia e isso Trajano busca levar para sua tradução. Segundo alguns críticos, existe algo de Borges em Kaváfis, uma vez que sua maneira ambígua de escrever dá a ele essa
UM POEMA DE KAVÁFIS
ESPELHO DA ENTRADA
À entrada da mansão
havia um grande espelho muito antigo,
comprado pelo menos há mais de oitenta anos.
Um rapaz belíssimo, empregado de alfaiate
(e nos domingos atleta diletante)
estava ali com um pacote.
Deu-o a alguém da casa, que o levou para dentro
com o recibo. O empregado do alfaiate
ficou sozinho, à espera.
Acercou-se do espelho e mirou-se
para ajeitar a gravata. Após cinco minutos,
trouxeram-lhe o recibo e ele se foi.
Mas o antigo espelho, que vira e revira
nos seus longos anos de existência
coisas e rostos aos milhares;
mas o antigo espelho agora se alegrava
e exultava de haver mostrado sobre si
por um instante a beleza culminante.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
A POESIA LATINO-AMERICANA DE OCTÁVIO PAZ
JIRAU DIVERSO Nº 16
Nº 16 – junho.2007
por Enzo Carlo Barrocco
Pulam no mato alígeros cantores,
E doce a brisa no arraial das flores
Lânguidas queixas murmurando corre.
Das borboletas de brilhantes cores;
Soluça o arroio; diz a rola amores
Nas verdes balsas donde o orvalho escorre.
Às carícias da aurora, ao céu risonho,
Ao flóreo bafo que o sertão perfuma!
Repete olhando o prado, o rio, a espuma:
- Oh! mundo encantador, tu és medonho!
Autor: Graciliano Ramos
Edição: Editora Record
Um homem rude, sem instrução e violento vivendo uma tragédia engendrada por ele mesmo nos sertões nordestinos. Um clássico da literatura brasileira.
Autor: Ademir Braz
Edição: Usimar Cultural
Dois períodos distintos da poética de Ademir. “Esta Terra”, publicado em 1981, foi seu primeiro livro. “Rebanhos de Pedras” é um trabalho mais recente, ambos eivados de lirismo.
Autores: Jorge André, Kildervan Abreu, Eduardo Dias e Marcio Leno Maués
Edição: Secult - FCPTN
Poesia a quatro mentes patrocinada pela Secretaria de Cultura do Pará. Jovens poetas paraenses trazendo à luz a literatura nortista. Poesias de ótima qualidade.
-
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
O DIÁRIO DOS PENSADORES - PÁGINA 18
A lei é poderosa; mais poderosa, porém, é a necessidade.
- Goethe (Frankfurt 1749 – Weimar 1832) poeta, dramaturgo, ensaísta e
A prova de que estou ficando velho é que, cada vez mais, eu chamo
os outros de você e os outros me chamam de senhor.
- Max Nunes (Rio de Janeiro 1922) compositor, produtor de TV, contista e humorista fluminense
Um hábito duradouro de não pensar em nada errado dá uma aparência superficial de ser correto.
- Thomas Paine (Thetfort 1773 – Nova York 1809) político, filósofo, matemático, físico, teólogo e ensaísta inglês
A alegria é o melhor remédio que o céu fornece aos homens, capaz de curar todas as chagas.
- Torres Pastorino (Rio de Janeiro 1910 – Brasília 1980) dramaturgo, radialista, filósofo e jornalista fluminense
A poesia é sempre um ato de paz. O poeta nasce da paz como pão nasce da farinha.
- Pablo Neruda (Parral 1904 – Santiago 1973) poeta chileno
A ironia, planta rara, não viça em mato bravo; o humor exige estufa.
- Afrânio Peixoto (Lençóis 1876 – Rio de Janeiro 1947) romancista, ensaísta, crítico, político e historiador literário baiano
A pintura nunca é prosa. É poesia que se escreve com versos de rima plástica.
- Pablo Picasso (Málaga 1881 – Mougins, França 1973) pintor e escultor espanhol
A meia idade começa quando se deixa de recriminar contra a geração dos pais para recriminar contra a geração dos filhos
- Laurence J. Peter (Vancouver 1919 – Palos Verdes, EUA 1990) cientista e ensaísta canadense
A incerteza que esvoaça, desgraça muito mais do que a própria desgraça.
- Menotti del Picchia (São Paulo 1892 – Idem 1988) poeta paulista
É egoísta achar que só você pode fazer uma pessoa feliz e para o resto da vida.
- Patrícia Pillar (Brasília 1964) atriz nascida no Distrito Federal
A linguagem política dissimula para fazer as mentiras soarem verdadeiras e para dar aparência consistente ao puro vento.
- George Orwell (Nova Delhi 1903 – Londres 1950) romancista e ensaísta inglês nascido na Índia
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
CARLITO AZEVEDO: O POETA DA ILHA

Carlito Azevedo
Rio de Janeiro 1961
Poeta e crítico literário fluminense
Rói qualquer possibilidade de sono
essa minimalíssima música
de cupins esboroando
tacos sob a cama
imagino a rede de canais
que a perquirição predatória
possa ter riscado
pelo madeirame apodrecido
se aguço o ouvido
capto súbito
o mundo dos vermes
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
-
O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...






