quinta-feira, 23 de outubro de 2008

FOTOGRAFIA Nº 1 - DA SÉRIE: PAISAGENS DE BELÉM




A TENDA DOS BLOGUEIROS - CADAFALSO II


Minicontos do desconforto -- 96

Do lado de fora, a velha face bonachona e o riso em meio ao vinho e às notas; mas, a cada vez que olhava a cadeira vazia, seu íntimo gritava de dor. E ele se lembrou do que um velho amigo dissera: chorar por dentro é muito pior, porque não há lenços para a alma.


Do blog do André Machado


http://amachado.blogspot.com/







terça-feira, 21 de outubro de 2008

NOTAS PEQUENAS: AS PERIPÉCIAS DO BENTO

Croniquetas

por Enzo Carlo Barrocco



O Papa Bento XVI, filosofando a respeito da crise financeira mundial, afirmou que “o dinheiro não vale nada, só Deus é sólido”. Para ele é facílimo falar que o dinheiro não tem importância, afinal Sua Santidade não paga água, impostos, energia elétrica, telefone, alimentação e tantas outras contas que o cidadão comum tem de saldar. A qualquer tempo e hora ele tem tudo à mão e só sai do palácio para passear, em detrimento a todas as mazelas que acontecem no mundo. A propósito, o alemão Joseph Ratzinger (Marktl am Inn 1927) autorizou a canonização do Papa Pio XII (Roma 1876 – Idem 1958), no sólio à época da 2ª Guerra Mundial que, com o poder nas mãos, não fez absolutamente nada para minimizar o sofrimento de seis milhões de pessoas dizimadas pelos nazistas nos campos de concentração.




segunda-feira, 20 de outubro de 2008

MURUBIRA



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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

HAI-KAIS - 9º TERCETO




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A TENDA DOS BLOGUEIROS - BREVE HISTÓRIAS



Apetite

Era um novo homem. Desde o dia em que entrara naquela igreja, todos os seus pecados haviam sido lavados. O arrependimento tomara conta de sua alma, sua mente. Nada mais de tocar crianças. Abandonara inclusive o álcool, que era o maior responsável pelos seus atos impuros. Às vezes, a carne pregava-lhe peças. Então se aliviava como podia, sozinho. Mas não era sua culpa. Era culpa daquelas roupas tão pequenas, naqueles corpos tão jovens e tenros.

Ady Cavalcante


DO BLOG BREVE HISTÓRIAS

http://breveshistorias.zip.net/index.html



quinta-feira, 16 de outubro de 2008

NOTAS PEQUENAS: OS SUSSURROS DO JOÃO

Croniquetas

por Enzo Carlo Barrocco





João Gilberto dando uma de garoto-propaganda para uma grande empresa brasileira, na base da voz e violão, aparece cantando tão baixo que em certos trechos é impossível entendê-lo. Um cantor que economiza voz. Será possível? Agüentar uma hora e meia de show nesse tom é algo impressionante. “Já pensou” se ele cantasse mais alto?



quarta-feira, 15 de outubro de 2008

JIRAU DIVERSO Nº 32


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JIRAU DIVERSO
Nº 32– outubro.2008
por Enzo Carlo Barrocco

A POESIA TOCANTINENSE DE ZECA TOCANTINS


O POEMA


FIM


Agora que o sol
se põe
no céu de nossos desejos
vejo afogadas
em sonhos
promessas ardentes de beijos.
Acaso precipitamos
aquele
amor tão bonito?
Ah! Tão depressa
chegamos
ao que julgávamos infinito.
O POETA

José Bonifácio Cézar Ribeiro, o Zeca Tocantins, Tocantinense de Xambioá, poeta, contista, cantor e compositor, no convés da fragata desde 1958, é um artista múltiplo onde a palavra ocupa o eixo central. Sempre engajado culturalmente, Zeca já participou de diversos festivais de música em várias regiões do Brasil. Um poeta preocupado com os rumos da literatura na região Tocantina, principalmente a de Imperatriz, no Maranhão, onde atualmente reside.

ESTANTE DE ACRÍLICO

Livros Sugestionáveis

Cabanagem – A Revolução Popular da Amazônia (Ensaio)
Autor: Pasquale di Paolo
Edição: Edições CEJUP
Uma nova visão da Cabanagem (Revolução ocorrida no Pará entre 1935 e 1940) sob a acurada perspectiva de Pasquale di Paolo recuperando a rica memória histórica da Amazônia. Um documento inapreciável.

Contos Avulsos
Autor: Machado de Assis
Edição: Ediouro – Grupo Coquetel
O conto bem contado, imagens bem descritas, enredos espetaculares. O excelente Machado de sempre, organizado e prefaciado por R. Magalhães Júnior, membro da Academia Brasileira de Letras
Os Irmãos Karamazov (Romance)
Autor: Fiodor Dostoiévski
Edição: Ediouro – Grupo Coquetel
Uma das grandes obras de Dostoievski, jóia da literatura mundial, com introdução de Otto Maria Carpeaux. Um romance extraordinário, com a marca inconfundível deste escritor russo.
***

A FRASE DI/VERSA

Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra.
- Bob Marley (Saint Ann 1945 – Miami, EUA 1981) cantor, compositor e instrumentista jamaicano


DA LAVRA MINHA



terça-feira, 14 de outubro de 2008

CASTRO ALVES: O PRÍNCIPE DO ROMANTISMO

por Enzo Carlo Barrocco


Antônio Frederico de Castro Alves, poeta baiano (Muritiba 1847 – Salvador 1871) demonstrou muito cedo vocação apaixonada para a poesia. De Salvador para onde fora com a família em 1853, mudou-se para o Recife onde continuou os estudos. Por essa época conheceu o poeta e ensaísta sergipano Tobias Barreto (Campos, atual Tobias Barreto 1839 – Recife 1889) através do qual foi integrado à vida literária e acadêmica. Por volta de 1866, iniciou apaixonada ligação amorosa com a atriz portuguesa Eugênia Câmara que desempenhou importante papel na sua vida literária e particular. Daí para frente o poeta entrou numa fase de excepcional inspiração. Em 1868 viaja para São Paulo em companhia de Eugênia, matriculando-se no 3º ano da Faculdade de Direito, na mesma turma de seu conterrâneo Rui Barbosa (Salvador 1849 – Petrópolis, RJ 1923) que viria a ser depois jornalista, ensaísta e jurista respeitabilíssimo. Por essa época, durante uma caçada, acidentalmente a descarga de uma espingarda feriu seu pé esquerdo, sendo depois, sob a ameaça de gangrena, amputado no Rio de Janeiro em meados de 1869. De volta à Bahia no ano de 1870 contraiu tuberculose. No mês de novembro de 1870 saiu seu primeiro e único livro publicado em vida, “Espumas Flutuantes”. Daí por diante, apesar da saúde debilitada, produziu seus mais belos versos, animado por um derradeiro amor, platônico por sinal, Agnese Murri (cantora). A poesia de Castro Alves se distingue por duas vertentes: a vertente lírico-amorosa e a feição social e humanitária. O vigor da paixão e a intensidade amorosa são colocados em seus versos de uma maneira completa. Enquanto poeta social deu sua contribuição inestimável aos anseios revolucionários e liberais do século XIX. Castro Alves foi o anunciador da abolição da escravatura e da proclamação da república que viriam alguns anos depois. Foi devoto apaixonado pela causa abolicionista o que lhe valeu o título de “O Cantor dos Escravos”. Embora atemporal, alguns o rotulam como pertencente à terceira geração de românticos, representante do Condoreirismo, comportamento artístico e poético da última fase do romantismo brasileiro. Fiquemos, portanto, com três raríssimas jóias produzidas pelo vasto universo da mente de Castro Alves.


Coração

O coração é o colibri dourado
Das veigas puras do jardim do céu.
Um — tem o mel da granadilha agreste,
Bebe os perfumes, que a bonina deu.

O outro — voa em mais virentes balças,
Pousa de um riso na rubente flor.
Vive do mel — a que se chama — crenças —,
Vive do aroma — que se diz — amor. —


Fabíola

Como teu riso dói... como na treva
Os lêmures respondem no infinito:
Tens o aspecto do pássaro maldito,
Que em sânie de cadáveres se ceva!

Filha da noite! A ventania leva
Um soluço de amor pungente, aflito...
Fabíola!... É teu nome!... Escuta é um grito,
Que lacerante para os céus s'eleva!...

E tu folgas, Bacante dos amores,
E a orgia que a mantilha te arregaça,
Enche a noite de horror, de mais horrores...

É sangue, que referve-te na taça!
É sangue, que borrifa-te estas flores!
E este sangue é meu sangue... é meu... Desgraça!


Boa noite

Boa noite, Maria! Eu vou,me embora.
A lua nas janelas bate em cheio.
Boa noite, Maria! É tarde... é tarde. .
Não me apertes assim contra teu seio.

Boa noite! ... E tu dizes - Boa noite.
Mas não digas assim por entre beijos...
Mas não mo digas descobrindo o peito,
— Mar de amor onde vagam meus desejos!

Julieta do céu! Ouve... a calhandra
já rumoreja o canto da matina.
Tu dizes que eu menti? ... pois foi mentira...
Quem cantou foi teu hálito, divina!

Se a estrela-d'alva os derradeiros raios
Derrama nos jardins do Capuleto,
Eu direi, me esquecendo d'alvorada:
"É noite ainda em teu cabelo preto..."

É noite ainda! Brilha na cambraia
— Desmanchado o roupão, a espádua nua
O globo de teu peito entre os arminhos
Como entre as névoas se balouça a lua. . .

É noite, pois! Durmamos, Julieta!
Recende a alcova ao trescalar das flores.
Fechemos sobre nós estas cortinas...
— São as asas do arcanjo dos amores.

A frouxa luz da alabastrina lâmpada
Lambe voluptuosa os teus contornos...
Oh! Deixa-me aquecer teus pés divinos
Ao doudo afago de meus lábios mornos.

Mulher do meu amor! Quando aos meus beijos
Treme tua alma, como a lira ao vento,
Das teclas de teu seio que harmonias,
Que escalas de suspiros, bebo atento!

Ai! Canta a cavatina do delírio,
Ri, suspira, soluça, anseia e chora. . .
Marion! Marion!... É noite ainda.
Que importa os raios de uma nova aurora?!...

Como um negro e sombrio firmamento,
Sobre mim desenrola teu cabelo...
E deixa-me dormir balbuciando:
— Boa noite! — formosa Consuelo.


segunda-feira, 13 de outubro de 2008

ROBERTO PIVA E O POEMA ESTRAMBÓTICO


Roberto Piva
(São Paulo 1937)
Poeta Paulista


Baudelaire sangrou na ponte negra do Sena.
molécula procurando a brecha do
universo & suas trezentas flores
assim é a lucidez,
o swing das Fleurs du Mal.
completa tortura roendo a
realidade
&
l'immense gouffre.
todas as paixões / convulsões no
espelho.Baudelaire & ses fatigues
rumo à pálida estrela.




ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...