segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O DIÁRIO DOS PENSADORES - PÁGINA 34

A existência precede e comanda a essência.

- Jean-Paul Sartre (Paris 1905 – Idem 1980) filósofo, romancista,

dramaturgo, ensaísta e crítico francês


Orgulho-lhe de nunca ter inventado

armas mortíferas.


- Thomas Edison (Milan 1847 - West Orange 1931) cientista americano, patenteou 1.023 inventos


Prefiro o vício tolerante à virtude obstinada.

- Jean-Baptiste Poquelin, o Molière (Paris 1622 – Idem 1673) dramaturgo e ator francês


A injustiça de que faz a um é uma ameaça que se faz a todos.

- Charles Montesquieu (Bordeaux 1689 – Paris 1755) filósofo francês


Na ironia há um fundo de crença na possibilidade de corrigir a existência lá onde sua revolta lhe denuncia as imperfeições.

- Viana Moog (São Leopoldo 1906 – Rio de Janeiro 1988) romancista, ensaísta e jornalista gaúcho


Porque a infância e a adolescência abandonadas são fontes inesgotáveis de delinquência.

- Antônio Evaristo de Moraes Filho (Rio de Janeiro 1933 – Idem 1997) jurista, filósofo e ensaísta fluminense


A idade não protege contra o amor. Mas o amor, em certa medida, protege contra a idade.

- Jeanne Moreau (Paris 1928) atriz francesa


Nós construímos a realidade que nos destrói.

- Edgar Morin (Paris 1921) sociólogo e filósofo francês


Estar preparado para a guerra quer dizer estar em condições de provocá-la.

- João Paulo II (Wadowice 1920 – Roma 2005) poeta cristão, bispo polonês, Papa da Igreja Católica


Um homem que nunca fez raiva a uma mulher é um fracasso na vida.

- Christopher Morley (Haverford 1890 - Long Island 1957) ensaísta americano


O que de melhor existe nos grandes poetas de todos os países não é o nacionalismo e sim universalismo.

- Henry Longfellow (Portland 1807 - Cambridge 1882) poeta americano



terça-feira, 30 de dezembro de 2008

DATA VÊNIA: RONALDO CAGIANO


Ronaldo Cagiano
(Cataguases 1961)
Poeta, contista, crítico literário e ensaísta mineiro


IMAGEM VIRTUAL

Não interrogues o poeta.
Que sabe o rio de suas águas?

Anderson Braga Horta

Sobre o beiral da velha ponte
de Cataguases
contemplo águas andarilhas
mirando o leito de antanho:
lâmina que me disseca
para um lúcido reconhecimento.
O rio que, inexorável, me escapa,
carrega antigas histórias
rumo ao mar das utopias:
reencontro nas catarses.
Nesse itinerário que serpenteia
por antigas paragens,
lanço barcos sem rumo
para o resgate do que f(l)ui
no espelho provisório
dos meus anos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

A TENDA DOS BLOGUEIROS - CONTOSEMPRE



CANTOS ASSASSINOS

Mesmo que a sutileza de tudo isso seja impenetrável para a maioria das pessoas, foi com sentimentos nobres que construí meu vil objetivo. O amor constrói inúmeras estruturas, assim como a pedra. Com elas pode se erguer uma torre que possibilita divisar o mar, como também um prisão ou uma masmorra. Com o amor pode se construir todas as infinitas histórias bonitas que nos contam quando somos crianças, e também pode se edificar o destino das criaturas que então pertenciam a mim.

Quisera eu poder ter somente uma leitura para cada palavra em minha vida. Mas nasci com o dom da dúvida e com a escuridão na mente. Toda minha vida foi uma bacia de risos cercando as lágrimas que eram minha essência. Toda minha existência, antes de Joana e Joaquina, uma mentira.

Trecho do conto "Glossário dos Fluidos Humanos" do surpreendente livro "Cantos Assassinos", de Daniel Detânico (ou Detanico), escritor gaúcho (ou sul-riograndense), editado em 2.000 pela Maneco Livraria e Editora, da cidade Caxias do Sul/RS. São três contos sobre assassinatos, sobre isso não há surpresa. A forma como são narrados é que surpreende - boa dose de originalidade, escrita segura e não-linear, que indicam maturidade do escritor. Nunca ouvi falar antes de Daniel Detânico (não parece a vocês um pseudônimo?). Nem há no livrinho (pelo número de páginas) nenhuma indicação de quem seja, nada, só a indicação de sua naturalidade pela ficha catalográfica e pela editora. Comprei o exemplar por uma ninharia na LDM, entre os promocionais do andar superior.


DO BLOGUE DO CARLOS BARBOSA

http://contosempre.zip.net/

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PÁSSAROS DO ANOURÁ - POETRIX - 17ª TRÍADE



JIRAU DIVERSO Nº 34


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JIRAU DIVERSO
Nº 34– dezembro.2008
por Enzo Carlo Barrocco

A POESIA PARANAENSE DE EMILIANO PERNETA

O POEMA

SETEMBRO

Eu ontem vi chegar, quase que à noitezinha,
Apressada e sutil, a primeira andorinha...
 
É a primavera, pois, em flor, que se anuncia,
É setembro que vem, bêbedo de ambrosia
 
Mãos doiradas, a rir, mãos leves e radiosas,
Semeando à luz e ao vento as papoulas e as rosas...
 
Como foi para nós de um esquisito gozo,
Ó minha alma! esse doce, esse breve repouso,
 
Que entre o nosso viver tumultuário e incerto
Surgiu como se fosse o oásis do deserto...
 
O POETA

David Emiliano Antunes, o Emiliano Perneta, poeta e jornalista paranaense (Pinhais 1866 – Curitiba 1921) foi um incansável homem de letras sempre preocupado com a difusão da literatura em nosso país. Alguns críticos vinculam a poesia de Perneta ao simbolismo embora eu, particularmente ache que seus escritos transpõem sutilmente essa rotulação. Colaborador em diversos periódicos de São Paulo e Curitiba, deixou a sua poesia fragmentada, também, em algumas revistas criadas por ele.


ESTANTE DE ACRÍLICO


Livros Sugestionáveis


Surfando na Multidão (poesias)
Autor: Edyr Augusto
Edição: Editora Cejup
Os textos de Edyr margeiam a poesia práxis sem, no entanto, tocá-la. Poemas concisos, sem títulos, harmoniosamente construídos.


Albergue Noturno (romance)
Autor: Edilson Pantoja
Edição: IAP / Governo do Pará
Embora falte um pouco de estilo (acerto que o jovem autor fará no decorrer da carreira) a escrita de Edílson é interessantíssima. Um romance fatiado.


Vidas Secas (Romance)
Autor: Graciliano Ramos
Edição: Editora RCB
Uma família de retirantes tenta escapar da seca nos confins dos sertões nordestinos. Todas as nuances desta saga narradas pela genialidade de Graciliano.

***
A FRASE DI/VERSA

Um homem desejoso de trabalhar e que não consegue encontrar trabalho, talvez seja o espetáculo mais triste que a desigualdade ostenta.
- Thomas Carlyle (Ecclefecham 1795 – Londres 1881) historiador, jornalista e filósofo escocês


DA LAVRA MINHA







ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...