segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VIMOS DO FIM DO MUNDO



TIRO

Conto

por Enzo Carlo Barrocco



Todos os dias, àquela mesma hora, o homem abria a porta, se vergava e juntava o jornal jogado em sua calçada, cuja rua ainda se mostrava deserta. Naquele dia nem conseguiu pegar o jornal; um tiro, vindo sabe-se lá de onde, atravessou mortalmente a sua escalvada cabeça.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

MARIO QUINTANA NA ESTANTE VIRTUAL


Livro: Nova Antologia Poética

Autor: Mário Quintana

Edição: Editora Globo




Em homenagem ao centésimo ano de nascimento de Quintana a Editora Globo presenteia os leitores do poeta com este maravilhoso livro que engloba escritos de vários períodos. Homenagem merecida.




QUILOMBOLAS



terça-feira, 20 de julho de 2010

RONALD FIGUEIREDO MONTEIRO NA ESTANTE VIRTUAL


por: Enzo Carlo Barrocco


Livro: A Hora Flava (Poesias)
Autor: Ronald Figueiredo Monteiro
Edição do Autor

A poesia deste pernambucano é impregnada de religiosidade. Pelo menos, aqui, em “A Hora Flava” esta religiosidade está mais acentuada. Ronald é um excelente poeta.


AS ESPORAS DE SATANÁS

Conto

por Enzo Carlo Barrocco



Catarino não gostava, em hipótese nenhuma, de um ex-vizinho que emprestara dele, certa feita, mil reais sem jamais ter havido pago. O calhorda mudara-se há tempos para o Bananal, colônia no extremo leste do município. Quando soube pela boca solta de seu cunhado Antônio que o ex-vizinho havia partido desta para uma melhor, resmungou: a essa hora ele já está por baixo das esporas de satanás...

ALEX BRONDANI: O POETA E O POEMA


O POETA


Alex Brondani, gaúcho do Distrito de Arroio Grande, município de Santa Maria, poeta e contista, no convés da fragata desde 1974, é um dos novíssimos escritores que tem se destacado em vários concursos de poesias. O próprio poeta afirma que seus versos iniciais usam uma linguagem regionalista fortemente marcada pelo movimento nativista e tradicionalista do Rio Grande Sul. Embora os poemas de Brondani sejam de cunho intimista é perceptível a diversidade de temas em sua lavra. Saudemos Alex Brondani e sua excelente escrita.


O POEMA


Porto Alegre amanhecia lentamente.

Da minha janela o Guaíba era um Postal

E tu, linda e nua, em minha cama

Era um anjo caído de um céu de lantejoulas

Adormecida nos meus braços de poeta.

Naquela profusão de sentimentos tão recentes

O tempo manso escorria junto as águas

E a vida inteira reduzida aquele instante

Era apenas fragmento do que fui.

Teu corpo em mim e minha alma dividida.

E agora que já não tenho o teu olhar

Quase morro de saudade a esperar

Sem saber se um dia ainda de novo eu te verei.



ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...