quarta-feira, 14 de outubro de 2015

BEIRAIS DOS ABISMOS

Enzo Carlo Barrocco





















Toda manhã essa luz inacabável se desata
sobre o meu universo próprio
acendendo antigos planetas,
iluminando bólidos fugazes,
beirando os confins do desconhecido.

A cada verso meus abismos se incendeiam,
lume que se alastra
desde as profundezas
do espírito,
larva que se estende por toda a borda.







terça-feira, 13 de outubro de 2015

GALERIA DE RETRATOS: GLENDA, EDILSON E MIGUEL





































WILLIAM PRESCOT NA SEARA DOS NOTÁVEIS





William Hickling Prescot (Salem, Massachusetts 1796 – Boston 1859), historiador americano, estudou na célebre Universidade de Harvard, onde se dedicou exclusivamente à História. Quando esteve na universidade perdeu um olho num acidente, mas esse fato não tirou o seu entusiasmo. Por sete anos, pesquisou e terminou o seu grande trabalho History of the reign of Ferdinand e Isabella, concluído em 1836, o que o tornou famoso no mundo. O seu interesse pela história da América levou-o a escrever mais dois livros: Conquest of México, em 1843, e Conquest of Peru, em 1847. Todos os trabalhos de Prescot valem por seu estilo próprio e a rigorosa investigação dos assuntos abordados por todos os meios ao alcance na época. Os dois primeiros tomos da História de Felipe II são dignos de nota, trabalho que levou cinco anos para ser concluído.  Prescot, portanto dedicou toda a sua vida à Historiografia, com grande contribuição ao conhecimento. Um historiador em tempo integral. 

OBRAS PRINCIPAIS:

The History of Ferdinand and Isabella (1837);
Spain's Conquest of the Moors;
The Conquest of México(1843);
Biographical and Critical Miscellanies (1845);
The Conquest of Peru (1847);
The History of Philip II (1855-1958);
The Correspondence of William Hickling Prescott (editada por Roger Wolcott, Massachusetts Historical Society, 1925).
The Literary Memoranda of William Hickling Prescott (2 volumes editados por C. Harvey Gardiner, Oklahoma, 1961);
The Papers of William Hickling Prescott (editados por C. Harvey Gardiner, Illinois, 1964).

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O PÁSSARO ENFERMO



Enzo Carlo Barrocco

 


















Soma-se à dor
uma súbita tarde
onde não se nota no céu
um tom de azul que seja.

A intrigante proximidade
do crepúsculo lembra
a morte que ronda os hediondos
entornos das penumbras.

Embora a angústia que se intermete
entre as fendas letárgicas da alma,
o breve voo
de um pássaro enfermo.

ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...