sexta-feira, 28 de setembro de 2007
BORIS PASTERNAK E A POESIA DO LESTE EUROPEU
quinta-feira, 27 de setembro de 2007
terça-feira, 25 de setembro de 2007
CIO
A POESIA MAIOR DE MANUEL BANDEIRA

Manuel Bandeira
Recife 1886 - Rio de Janeiro 1968
Poeta, cronista e ensaísta pernambucano
Rondó dos Cavalinhos
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora
E em minhalma — anoitecendo!
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Alfonso Reys partindo,
E tanta gente ficando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...
Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
TIA ZIRLA
Minicontopor Enzo Carlo Barrocco
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
OSWALD DE ANDRADE: UM MODERNISTA DE QUATRO COSTADOS

OSWALD DE ANDRADE
São Paulo 1890 – Idem 1954
Poeta, romancista e dramaturgo e jornalista paulista
A DESCOBERTA
Seguimos nosso caminho por este mar de longo
Até a oitava da Páscoa
Topamos aves
E houvemos vista de terra
os selvagens
Mostraram-lhes uma galinha
Quase haviam medo dela
E não queriam por a mão
E depois a tomaram como espantados
primeiro chá
Depois de dançarem
Diogo Dias
Fez o salto real
as meninas da gare
Eram três ou quatro moças bem moças e bem gentis
Com cabelos mui pretos pelas espáduas
E suas vergonhas tão altas e tão saradinhas
Que de nós as muito bem olharmos
Não tínhamos nenhuma vergonha.
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
COM ISMAEL NERY POR OUTROS CAMPOS DE TRIGO

27 fez outra viagem à Europa onde entrou em contato com o pintor bielorusso Marc Chaggal (Vitebsk 1887 — Saint-Paul-de-Vence, França, 1985) e outros pintores surrealistas. Sua obra sofreu influências importantes como a metafísica do pintor italiano nascido na Grécia Giorgio de Chirico (Vólos 1888 – Roma, Itália 1978) e do cubismo do pintor espanhol Pablo Picasso (Málaga 1881 – Mougins, França 1973). A figura humana, retratos, auto-retratos e nus são as suas preferências. Trabalhou, também, em várias técnicas aplicadas em desenhos e ilustração de livros. Em 1931, contraiu tuberculose e, a partir daí, suas figuras tornaram-se mais viscerais e mutiladas. Durante os seus 33 anos de vida participou somente de três exposições individuais e outras quatro coletivas. Esquecido por mais de 30 anos foi resgatado a partir da VIII Bienal de São Paulo, em 1965. Nery era um homem à procura de si mesmo. Renegava veementemente a condição de pintor, preferindo ser filósofo. Mendes escreveu para o jornal o Estado de São Paulo: “...Nery achava que muitas intenções da pintura já estavam realizadas definitivamente; por exemplo, a primeira vez que viu Tintoretto, achou inútil continuar a pintar...”. Os críticos dividem a obra de Nery em três fases: de terça-feira, 18 de setembro de 2007
JIRAU DI/VERSO nº 9
Nº 09 – novembro.2006por Enzo Carlo Barrocco
A poesia sul-mato-grossense de Raquel Naveira
O POEMA
JASMIM-DO-CABO
Todo jardim deveria ter um jasmim-do-cabo,
aquela flor que perfuma,
embalsama,
derrama óleo grosso
nos pés da noite.
Todo jardim deveria ter um jasmim-do-cabo,
o dia transcorreria em agonia,
mas a lua viria
desatar os laços da magia
e nos tiraria o fôlego.
Todo jardim deveria ter um jasmim-do-cabo,
absorveríamos no pulmão
uma torrente de pétalas brancas
e voaríamos como anjos
tocando banjos na noite.
A POETA
Raquel Naveira, sul-mato-grossense de Campo Grande, poeta e ensaísta, no convés da fragata desde 1957, é uma das poetas mais engajadas no que se refere às atividades culturais do Centro-Oeste. A poesia pura, direta e que pode ser bebida na concha da mão chamou a atenção de famosos escritores como Lygia Fagundes Telles, Antônio Houaiss e Ledo Ivo que reconhecem e apreciam o belíssimo trabalho de Raquel que, inclusive, pertence à Academia Sul-mato-grossense de Letras.
***
ESTANTE DE ACRÍLICO
Livros Sugestionáveis
“Pra Valer a Vida” (poesias)
Autor: Dalton Luiz Gandin
Edição do Autor
Um pequeno, mas excelente livro de Gandin, poeta de São José dos Pinhais – PR. Trova, hai-kais e poemas livres ilustrados com belas fotos em preto-e-branco.
“O Nariz Curvo” (contos)
Autor: Haroldo Maranhão
Edição: Secult / Imprensa Oficial do Estado do Pará
A escrita de Haroldo Maranhão é uma navalha afiadíssima. Aqui oito contos habilmente construídos. Alguns pornograficamente belos.
“Poemas de Angola” (poesias)
Autor: Agostinho Neto
Edição: Editora Crodecri Limitada
A poesia engajada pela sofrida África colonialista, mormente Angola, à época mergulhada numa guerra civil sem precedentes. Agostinho Neto se tornaria o primeiro presidente Angolano.
***
A FRASE DI/VERSA
Na adversidade conhecemos os recursos de que dispomos.
- Horácio (Venúsia 65 – Roma 8 a.C.) poeta romano
***
DA LAVRA MINHA
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
-
O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...
-
por Enzo Carlo Barrocco Jacinta Veloso Passos (Cruz das Almas 1914 – Aracaju, SE 1973) poeta, cronista, jornalista e ativista políti...







