segunda-feira, 25 de junho de 2012

LUIZ VIEIRA E A MÚSICA NO JIRAU



CD: Seleção de Ouro
Intérprete: Luiz Vieira 
Gravadora: Emi / Capacabana


Sob a coordenação de Sônia Antunes, a gravadora Emi/Copacabana realizou um projeto no qual foram convidados 29 cantores, entre os quais Luiz Vieira, para gravação de 20 sucessos de cada um dos convidados; a chamada “Seleção de Ouro”. Luiz Vieira é seguramente um dos nossos grandes cantores e um dos mais profícuos compositores da Música Popular Brasileira. Dono de uma voz única, Luiz Vieira encanta pelo seu jeito simples e cativante. “Seleção de Ouro” – 20 Sucessos são gravações originais resmaterizadas em digital, com destaques para as músicas “Inteirinha” (Vieira), “Ponteio” (Edu Lobo – Capinam), “Na ‘Aza’ do Vento” (Vieira e João do Vale), “Meu Sentido Era na Bela” (João do Vale), “Pagando do Pato” (Vieira). Falando francamente, não é o melhor de Luiz Vieira, pois algumas músicas consideradas clássicos não foram incluídas neste CD. De qualquer maneira vale a pena desfrutar deste maravilhoso artista.


terça-feira, 19 de junho de 2012

LIBÉLULAS RUBRAS - 17ª TRÍADE


Enzo Carlo Barrocco


MEU SENHOR É O TEMPO
Meu senhor é o tempo,
esse monstro famélico,
relógio abstrato,  indestrutível,
sutilmente me cravando rugas,
enfraquecendo-me os ossos
e me amolecendo a carne.

 
O HOMEM DE VARGINHA
À rua morta
um passante avista algo
encostado ao muro.
Figura estranha aquela.
- Bêbado! - resmungou.
Se eu fosse um guarda o levaria preso!

 
DENTRO DA NOITE
Dentro da noite
uma coruja pia;
ventania e chuva e frio.
As estrelas se escondem
sobre as nuvens. Relâmpago-
um clarão na paisagem gris.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

FRANKLIN, LUTHER KING E GOMES LEAL NO DIÁRIO DOS PENSADORES















- Custa mais alimentar um vício que criar dois filhos.
            . Benjamin Franklin  (Boston 1706 – Filadélfia 1790) cientista, escritor e político americano




  
- Seja o que fores... que o sejas profundamente.
            . Martin Luther King (Atlanta 1929 – Memphis 1968) pastor evangélico e ativista negro  americano


- Quer no poente ou no levante / carece a ama de amar.
            . Gomes Leal (Lisboa 1848 – Idem 1924) poeta português



segunda-feira, 11 de junho de 2012

LUAS DE AJURUTEUA - CANTO Nº 13


Enzo Carlo Barrocco


ALMA RIBEIRINHA

Venho das densas florestas,
venho de beira de rio,
a cidade grande é uma injúria,
nela eu jamais confio.


TROVA PARA MANOELA

São duas jabuticabas
os olhos de Manoela,
a boca um jambo maduro,
duas luas os seios dela.


O ESCRITÓRIO DO POETA

A Amazônia é impressionante
um mundo espetacular,
meu vastíssimo escritório,
estúdio particular.


A LUA DE NAGOIA

A lua nascida breve
no céu do oriente boia
trazendo rara beleza
a cidade de Nagoia.


DOMINGO É UM DIA BREVE

Domingo passa num átimo,
a hora corre ligeira,
logo mais chega enfezada
a grave segunda-feira. 


segunda-feira, 4 de junho de 2012

A POESIA DA IMAGEM - ÂNGULO DE QUINTAL


DA SÉRIE PAISAGENS


                                                             Foto: Enzo Carlo Barrocco
















sexta-feira, 1 de junho de 2012

ESTRELA E PIRILAMPO


Enzo Carlo Barrocco


Eu sempre fico com a primeira estrela,
estrela linda, estrela luz,
e nos meus lábios o azul de um anjo
que de tão pequeno num poema pus.

E a noite segue num caminho lácteo
com vastas roupas roçando o chão,
na gola alta um gnomo cáqui
e luas brancas na palma da mão.

É madrugada, quietude plena,
e os pirilampos em fragatas verdes
já se despedem da manhã serena

que há de vir. E meus poucos textos
entre o azul que se forma lasso
guardam segredos em pequenos cestos.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

HUMBERTO DEL MAESTRO: UM POETA DO ESPÍRITO SANTO



O POEMA... 

CARTAS

Cartas de amor são salmos de doçura,

turíbulos de calma em profusão,
fontes de alento em clima de emoção,
que transportam a um mundo de ternura.

Cartas de amor, em sedas e algodão,

que nos afagam nesta esfera impura.
Singelos alinhavos de aventura
que fomentam a paz no coração.

Cartas de amor, quem dera fossem tantas

como orações de virgens e de santas,
com púrpuras, em tarde de rubi.

Cartas de amor, que embriagam de alegria

nossa vida tão curta e tão vazia...
Cartas de amor, que nunca recebi.


 ... E O POETA


Humberto Del Maestro, espírito-santense de Vitória, ator, poeta, dramaturgo, contista, cronista, ensaísta, crítico literário e produtor cultural, no convés da fragata desde 1938, é um desses escritores que têm paixão pelo seu ofício de escrever. A proeminência de Del Maestro leva-o a vários caminhos literários, sendo que até  janeiro de 2010 tinha 43 livros publicados no Brasil e 1 no exterior, testificando a sua verve diversa. Premiações? Incontáveis. Se quiseres conhecer um poeta por excelência procure por Humberto Del Maestro que tem escritos espalhados por vários sites da grande rede.



terça-feira, 22 de maio de 2012

DALCÍDIO JURANDIR NA ESTANTE VIRTUAL




Livro: Chove nos Campos de Cachoeira
Autor: Dalcídio Jurandir
Editora: Cejup (1997) - Edição Especial



Dalcídio Jurandir (1909 – 1979), numa linguagem puramente cabocla, coloca em “Chove nos Campos de Cachoeira” toda a sensibilidade do povo amazônico. A sintonia perfeita com o mundo nortista onde conviveu por muitos anos. A estória gira em torno de Eutanázio, caboclo acanhado, introvertido que contrai uma terrível doença “mundana” e que, a partir daí, começa a refletir sua desgraçada vida. Este é o primeiro trabalho de uma série de 10 volumes nos quais Dalcídio descreve a vida dos paraenses. A Editora Cejup, juntamente com o Jornal “A Província do Pará” acertou em cheio em reeditar este belo romance. Em 1972, Dalcídio Jurandir recebeu o “Prêmio Machado de Assis”, pelo conjunto de sua obra, conferido pela Academia Brasileira de Letras, sendo saudado, na oportunidade  por Jorge Amado, em cujo discurso, disse: “Sinto-me feliz de ter junto a esse índio sutil, a esse homem íntegro, andando muito caminho e erguido bandeiras invencíveis”.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

FLORES DE TRACUATEUA - CANTO Nº 12




Enzo Carlo Barrocco


AS ÁLACRES MANHÃS AMAZÔNICAS

Vivendo nestas florestas
Por muitos e muitos anos
Não canso de olhar as festas
Das araras e dos tucanos



O INVERNO SE APROXIMAVA

Era uma noite pesada,
Raio, trovão, ventania,
No lombo da madrugada
Trotando o verão fugia.



O CAMINHO DA ETERNIDADE

Que a morte todos teremos
Um dia que enfrentar,
O bom é que não sabemos
Nem hora e nem lugar.


A HORA DO RUSH

Vive o povo o seu lamento,
Ninguém ouve o seu clamor,
Nas ruas trânsito lento,
Sufoco, suor, calor.


SÓ TE PEÇO QUE FIQUES EM SILÊNCIO

Melhor não dá a entender
A tua mediocridade,
Se não tens nada a dizer
Não digas, por caridade!


terça-feira, 15 de maio de 2012

CENA MARAJOARA


Enzo Carlo Barrocco


















Embora a lua encoberta
por uma nuvem pesada
mantenho a janela aberta
nos confins da madrugada.

Não temo nenhum perigo
na curva larga do rio,
as débeis mãos do inimigo
não suportariam este frio.

Portanto, prossegue a noite,
assim como o rio desliza,
neste pedaço de mata

decorre uma leve brisa
a alvorada se arruma,
logo mais se concretiza.


ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...