quarta-feira, 21 de maio de 2014

A TENDA DOS BLOGUEIROS - Zekzander "Cacos para um vitral".



H.P. Lovecraf e os Gatos.

Dizem que em Ulthar, lá atrás do rio Sakai, ninguém jamais mata um gato; e ao olhar para aquele que ronrona perto do fogo aceso na lareira, sei que é verdade. Pois o gato é o enigma chegado às coisas que o homem não consegue ver. Ele é a alma do Egito Antigo, conhecedor de histórias das cidades esquecidas de Meroe e Ophir. É sangue do sangue dos senhores das selvas, herdeiro dos segredos da África venerável e sinistra. Primo da Esfinge, fala a sua língua e, ainda mais antigo, se lembra de coisas que a Esfinge já esqueceu.

POASTADO POR ZEKZANDER
22.09.2013

http://zekzander.blogspot.com.br/

terça-feira, 20 de maio de 2014

LIBÉLULAS RUBRAS - 20ª TRÍADE



MUDANÇA

Tudo muda.
Até a minha rua
reta, geométrica, inflexível
muda conforme os dias,
sutilmente
Ante as pegadas do tempo.


ENCHENTES

A chuva trouxe um poema.
Hoje?
Infelizmente, não!
Apenas lixo, sujeira, enchente.
A paisagem enfarruscada
desmantelando a manhã


A LUZ INACABÁVEL

Seria  uma chama que se acendesse
nos confins da memória.
O início do teu universo,
teus eclipses,
teus dias claros;
tua alma é uma luz inacabável.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

LIBÉLULAS RUBRAS - 5ª TRÍADE

Enzo Carlo Barrocco


PAUTAS MORTAIS

Pautas mortais
os fios retesos!
    A música inox
espanta o pássaro
no verde-pálido
sonoro da cidade.


A BOMBA

A bomba,
cogumelo infernal,
arrebenta teus olhos;
pássaro louco
    sob o silêncio da queda.


BELA TARDE

Sol de ocaso,
bela tarde,
        acaso,
algures
outro dia
        arde.



terça-feira, 8 de abril de 2014

LUAS DE AJURUTEUA – CANTO Nº 15

Enzo Carlo Barrocco


IMAGEM
Não há imagem mais bela,
Não há imagem mais bela
Que a lua no horizonte
Surgindo toda amarela.

PAISAGEM DE OUTROS TEMPOS
O silêncio toma conta
Da paisagem; que assim fique!
As vespas rondam as paredes
Das casas de pau a pique.

DENTRO DA NOITE
Na madrugada esplêndida
Estrelas, lua, amplidão,
Todo o cosmo cabe inteiro
Na palma da minha mão.

A ETERNA MORADA
No dia que tu seguires
A tua eterna morada
Não levarás coisa alguma,
Nada, nada, nada, nada...

OS TEMPOS DIFÍCIEIS
Eu morria toda tarde
E a cada manhã renascia,
Lembro bem, tempo difíceis
De dor e melancolia. 


sexta-feira, 4 de abril de 2014

CONVITE EM QUATORZE VERSOS

Enzo Carlo Barrocco

















O sol morrendo, morrendo
por trás das ilhas distantes,
a paisagem um pouco antes
era de um quadro estupendo.

Encostado, contemplando
no muro de contenção,
um velho estende a mão
como se a tarde saudando.

A luz é um ponto branco,
no tempo que se  contrai,
depressa o dia se esvai

sem alarde ou solavanco;
a lua é um convite franco
aos entes que a noite atrai.


quinta-feira, 3 de abril de 2014

ABÍLIO BARRETO: POETA E HISTORIADOR


O POEMA







O POETA 
















Abílio Vieira Barreto (Diamantina 1883  Belo Horizonte 1957) poeta, dramaturgo, jornalista e  historiador mineiro passou a vida trabalhando no serviço público, embora a literatura tenha sido o seu ofício de alma. Trabalhou, também, como repórter de jornal, inclusive fundando um jornal chamado Diário de Notícias, juntamente com Vasco de Azevedo. Abílio foi eleito para a Academia Mineira de Letras e conheceu grande notoriedade como historiador e poeta ruralista. O escritor  é tido como um dos grandes escritores brasileiros com um trabalho literário de valor inestimável. 



ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...