quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

BELÉM: ONTEM E HOJE 1



REGISTRO 1: Avenida Tito Franco, área da Bandeira Branca, bairro do Marco, Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, ao lado do Bosque Rodrigues Alves. Autor: Dr. Dorvalino Braga, que foi diretor do hospital, início dos anos 1960.

REGISTRO 2: Hoje, Avenida Almirante Barroso, mesma área, prédio da Universidade do Estado do Pará. Por Enzo Carlo Barroco, 2016.



 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

ALFREDO PUJOL NA SEARA DOS NOTÁVEIS





Alfredo Gustavo Pujol (São João Marcos, 20.3.1865 – São Paulo, 20.5.1930) bibliófilo e político fluminense, se formou na Faculdade de Direito de São Paulo, em 1890. Foi eleito deputado federal no ano de 1900, mas renunciou ao mandato por divergências com a política dos governadores que foi adotada no governo do presidente Campos Sales. Acompanhou, pessoalmente, no congresso estadual paulista a dissidência do Partido Republicano daquele Estado. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, publicando diversas obras, entre as quais uma das mais importantes, intitulada “Machado de Assis”, a bibliografia do grande escritor, autor de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’. A biblioteca particular de Pujol foi adquirida pelo editor José Olympio Pereira Filho quando este instituiu a livraria José Olympio Editora, em 1931. Não tenho o hábito de escrever sobre político, mas fiz questão de falar a respeito de Alfredo Pujol que foi parlamentar em uma época em que a corrupção e o desmazelo com a coisa pública não grassava nos meios políticos, tanto que  Pujol renunciou ao seu mandato por não concordar com alguns pontos de vista na política de seu tempo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A POESIA ARGENTINA DE BALDOMERO FERNÁRDEZ MORENO



O POEMA...

SONETO DOS AMANTES
                                              
Vede em sombras o quarto e sobre o leito
desnudos, afogueados, roçagantes,
em nó vivo e carnal os dois amantes,
boca com boca e peito contra peito.

Faz-se mais apertado o nó estreito,
bailam febris os dedos delirantes,
o alento se suspende por instantes...
e eis finalmente o nó sexual desfeito.

Desordem de lençóis e de almofadas,
as pálidas cabeças despenteadas,
uma solta palavra indiferente,

de fome um pouco, um pouco de tristeza,
um infantil desejo de pureza
e um vago olor de não-sei-quê no ambiente.

Tradução de Ivan Doretto


...O POETA
















Baldomero Eugenio Otto Fernández Moreno (Buenos Aires 1886 – Idem 1950) poeta, ensaísta, cronista e crítico de cinema é considerado um dos expoentes da literatura argentina do século XX, representante da geração de 1940. Fernández Moreno deixou uma extraordinária obra poética caracterizada  por uma facilidade de converter em poesia as coisas mais simples. O poeta também se distinguiu pela descrição da geografia íntimas dos bairros de Buenos Aires e a placidez das províncias e das paisagens interioranas da Argentina. Saudemos Fernández Moreno que deu importante contribuição à literatura desse importante país sul-americano.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A LIGA DOS TROVADORES: ADELMAR TAVARES

AS TROVAS

Não sei porque, quando canto,
por mais alegre a canção,
tem uma gota de pranto
que vem do meu coração.


*

Oh lindos olhos magoados,
de tanta melancolia...
- Da tristeza desses olhos
é que vem minha alegria.


*

Vou vivendo a minha vida,
como Deus quer e consente.
- Sou como a folha caída,
levada pela corrente.



O TROVADOR



Adelmar Tavares da Silva Cavalcanti (Recife 1911 – Rio de Janeiro 1963) poeta, educador e jurista pernambucano, foi um dos maiores trovadores brasileiros, e tinha nesse estilo poético um dos seus grandes méritos. O poeta pertenceu à Academia Brasileira de Letras, ocupando a cadeira nº 11, tendo sido empossado em 1926. Quando foi chamado ao céu dos trovadores, Adelmar contava 75 anos. 



 

ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...