quarta-feira, 23 de abril de 2008

A LANTERNA DOS LUMIÈRE – SEAN CONNERY E A ROSA MACERADA

Resenha

por Enzo Carlo Barrocco

EM NOME DA INTOLERÂNCIA



Filme: O Nome da Rosa (Der Name Der Rose). Suspense, 130 min., Alemanha, França, Itália, 1986. Direção: Jean-Jacques Annaud. Com: Sean Connery, Christian Slater, Helmuth Qualtinger, Elia Baskin, Michael Lonsdale, Volker Prechtek, Feodor Chaliapin Jr., Valentina Vargas, F. Murray Abraham.

Com o intuito de participar de um conclave em um longínquo mosteiro na Itália, William de Baskerville (Connery) um monge franciscano e o jovem Adso von Melk (Slater) se vêem diante de uma situação inusitada. Corre o ano de 1327 e a intenção principal do conclave, imagine, é decidir se a igreja deve doar parte de suas riquezas (algo inimaginável até nos dias de hoje). O fato é que ao chegarem ao tal mosteiro, Baskervelle e Melk se deparam com uma série de assassinatos dentro do prédio. Baskerville, então, começa uma investigação que se mostra muito intrincada, chegando-se a acreditar que tais acontecimentos seriam obras do demônio. Entra aí a figura de Bernardo de Gui (Abraham) mandado pela cúpula da igreja católica como grão-inquisidor para apurar os fatos. A Santa Inquisição foi a forma que a igreja católica, na idade média, criou para assassinar inocentes em nome de Deus. A fé católica não podia ser abalada, caso contrário o inquirido teria que ir às barras do tribunal. Era o que iria ocorrer caso um culpado fosse apontado, entretanto os motivos são pouco a pouco solucionados. Um excelente filme com o talento usual de Sean Connery, a interpretação clássica de F. Murray Abraham e um jovem Christian Slater começando a carreira; não esquecendo a direção sempre firme de Jean-Jacques Annaud. Andrew Birkin, Gerard Brach, Howard Franklin e Alain Godard são os responsáveis pelo roteiro, a partir de um livro do romancista e ensaísta italiano Umberto Eco nascido em Alexandria no Egito.


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