sexta-feira, 11 de abril de 2008

RENASCIMENTO

Enzo Carlo Barrocco



















A manhã põe a cara na janela
a preguiça matinal, candidamente,
encontra um sol esguio, incongruente;
o dia deslumbrante se revela.

A rua está deserta, ainda é cedo,
brinca de correr a luz-menina;
um anjo azul apaga a lamparina
que à noite, sem querer, queimou-lhe o dedo.

As coisas se preparam para o dia,
mãos que se ajustam, mãos marcadas;
consome a alma (cabe nestes versos?)

olhar o mesmo céu o tempo inteiro.
No entanto que prazer sentir de novo
no ar deste manhã o mesmo cheiro.

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