segunda-feira, 27 de junho de 2011

A POESIA FLUMINENSE DE CASIMIRO DE ABREU



Da mente genial de Casimiro de Abreu,  poeta e dramaturgo fluminense
ESTRELA DA NATIVIDADE: Capivary, atual Silva Jardim 1839
CRUZ DA ETERNIDADE: Nova Friburgo 1860.
















RISOS.

Ri, criança, a vida é curta,
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!

A vida é triste - quem nega?
- Nem vale a pena dizê-lo.
Deus a parte entre seus dedos
Qual um fio de cabelo!

Como o dia, a nossa vida
Na aurora é - toda venturas,
De tarde - doce tristeza,
De noite - sombras escuras!

A velhice tem gemidos,
- A dor das visões passadas -
A mocidade - queixumes,
Só a infância tem risadas!

Ri, criança, a vida é curta,
O sonho dura um instante.
Depois... o cipreste esguio
Mostra a cova ao viandante!

Rio - 1858.

 

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