por Enzo Carlo Barrocco
“Noites Brancas” (Novela)
Autor: Fiódor Dostoievski
Edição: Editora América do Sul Ltd.
O amor não correspondido entre um homem solitário e uma mulher apaixonada por outro homem. Uma história trivial, mas sob a perspectiva de Dostoievski ganha refino e sofisticação.
“Paris é uma Festa ” (Romance)
Autor: Ernest Hermingway
Edição: Editora Civilização Brasileira S.A.
A Paris entre os anos de 1921 e 1926, retratada sob o olhar aguçado de Hermingway. “Paris é uma Festa” é uma de suas obras menos conhecidas, no entanto, não menos interessante.
“Obras completas” (Poesias)
Autor: Rodrigues Pinajé
Edição: Cultural/Cejup
O Príncipe dos Poetas Paraenses e toda a sua obra reunida nesta antologia poética. Pinajé foi, e continua sendo, um dos nossos grandes poetas e merece toda e qualquer homenagem que possamos lhe prestar.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A LANTERNA DOS LUMIÈRE - TOM CRUISE É O VAMPIRO HOLLYWOODIANO
Resenha
por Enzo Carlo Barrocco
UM VICENTE PRICE DE FINAL DE SÉCULO
FILME: ENTREVISTA COM O VAMPIRO (Interview With The Vampire) – Terror – EUA – 1994 – 2h02. Direção Neil Jordan. Com: Tom Cruise, Brad Pitt, Sthepen Rea, Antônio Banderas, Christian Slater, Kirsten Dunst.
Louis (Pitt), atormentado pela morte da família se apega ao vampiro Lestat (Cruise) a fim de experimentar a vida eterna. Entretanto, torna-se um vampiro com alma humana torturado, agora, com as crueldades de Lestat e o amor quase ensandecido pela pequena Cláudia (Dunst). Após 200 anos de atribulações, Louis decide contar sua história para um repórter (Slater) de São Francisco. O filme tem um visual belíssimo, um roteiro convincente e excelentes atores. Vale a pena conferir.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
PÁSSAROS DO ANOURÁ - Poetrix - 2ª Tríade
PAISAGEM DE ESTRADA
Manhãzinha parda;
plantação, bichos, sossego,
casa isolada.
ANTIGOS TRENS
Velhas estações,
os longos trens carregam idos
sonhos nos vagões.
AS MARIPOSAS
Mariposas, aos pares,
pousas em cadeiras plásticas
em noturnos bares.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
RELÂMPAGOS
Enzo Carlo Barrocco
As luas carmim retornam
do infinito.
Noites claras nestas luas cheias.
Uns riscos esgalhados
fulgem pelo prado
claro-escuro do horizonte.
Deus, agora, acende
lamparinas.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
A POESIA ACREANA DE JORGE TUFIC
O POEMA
Voragem
Rostos que nunca vi, jacintos murchos
cujas sonatas frias me tocaram,
estes rostos não quero: eles são breves
no desfile das pálpebras cerradas.
Penso naqueles outros, familiares
rostos de toda vida. Cata-ventos
da rua ainda sem nome, alagadiço
porão da infância, arpejos e trigais,
dai-me a ver novamente ou mesmo em sonho,
estes semblantes nunca repetidos,
graves alguns, mas todos inseridos
na memória dos dias voluntários.
Cemitério, talvez, dessas lembranças,
todas, em mim, são rosas e crianças.
O POETA
Jorge Tufic, poeta, cronista, ensaísta e jornalista, acreano de Sena Madureira, no convés da fragata desde 1930, é um vigoroso poeta amazônico, que camba o seu discurso poético para o universo regional. Os anseios do homem amazônico dão cores a sua vibrante poesia. A partir do início da década de 90, fixou-se em Fortaleza – CE, dedicando-se exclusivamente à literatura. Sua estréia literária aconteceu em 1956, com a publicação de Varanda de Pássaros.
AO CAIR DA TARDE
Enzo Carlo Barrocco
A lua levanta a cara
rente a capoeira seca,
a tarde morre tão fresca
a noite, menina clara,
nasce fria e consistente.
A beleza se experimenta,
a paisagem se ornamenta
com o sol dobrando o poente
sobre umas nuvens lilases.
Porquanto os entes noturnos
às sombras que se refazem
pelos caminhos soturnos,
débeis, frágeis e fugazes
vão começando seus turnos.
rente a capoeira seca,
a tarde morre tão fresca
a noite, menina clara,
nasce fria e consistente.
A beleza se experimenta,
a paisagem se ornamenta
com o sol dobrando o poente
sobre umas nuvens lilases.
Porquanto os entes noturnos
às sombras que se refazem
pelos caminhos soturnos,
débeis, frágeis e fugazes
vão começando seus turnos.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
QUEIMADAS
Enzo Carlo Barrocco
As árvores semiústas
erguem os braços para os céus;
o dia rubro
põe nuvens pavorosas no horizonte.
Tocos e troncos no cinzal medonho
e animais carbonizados
na angústia da fuga.
Os pássaros se foram,
restam o sorriso ingênuo do caboclo
e o grelo da maniva
entre os dedos tisnes das crianças.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
NIKOS KAZANTZAKIS NA ESTANTE VIRTUAL
Zorba, o Grego (Romance)
Autor: Nikos Kazantzakis
Edição: Abril S.A.
O clássico romance de Kazantzakis e sua obra mais conhecida., Em “Zorba, o Grego”, o angustiado e inquieto Kazantzakis está soberbo.
Autor: Nikos Kazantzakis
Edição: Abril S.A.
O clássico romance de Kazantzakis e sua obra mais conhecida., Em “Zorba, o Grego”, o angustiado e inquieto Kazantzakis está soberbo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
MARISA RAJA GABAGLIA NO DIÁRIO DOS PENSADORES
"Há pessoas que se casam em comunhão de males."
* Marisa Raja Gabaglia (Rio de Janeiro 1942 - São Paulo 2003) romancista, cronista e jornalista fluminense
PÁSSARO E LUA E ESTRELA
Enzo Carlo Barrocco
Meu poema é um pássaro
voando
de uma ponta a outra do rio,
sobre a linha d´água.
A leveza de uma folha seca
que se desprende.
Meu poema é uma lua
nascendo
na beirada da noite.
A leveza de uma nuvem pequena
num céu polido.
Meu poema é uma estrela
vagando
no sem-fim do universo.
A leveza de um meteorito perdido
no insondável do Cosmo.
Meu poema é um pássaro
voando
de uma ponta a outra do rio,
sobre a linha d´água.
A leveza de uma folha seca
que se desprende.
Meu poema é uma lua
nascendo
na beirada da noite.
A leveza de uma nuvem pequena
num céu polido.
Meu poema é uma estrela
vagando
no sem-fim do universo.
A leveza de um meteorito perdido
no insondável do Cosmo.
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