quinta-feira, 3 de dezembro de 2020
quarta-feira, 2 de dezembro de 2020
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
O POEMA E O POETA: CRUZ E SOUSA
O POEMA...
LIRIAL
Vens com uns tons de searas,
De prados enflorescidos
E trazes os coloridos
Das frescas auroras claras.
E tens as nuances raras
Dos bons prazeres servidos
Nos rostos enlourecidos
Das parisienses preclaras.
Chapéu das finas elites,
De roses e clematites,
Chapéu Pierrette — entre o sol
Passando, esbelta e rosada,
Pareces uma encantada
Canção azul do Tirol.
...O POETA
João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis 1861- Curral Novo, atual Antônio Carlos, MG 1898) poeta catarinense, foi um dos precursores e o maior representante do simbolismo no Brasil. Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual foi um incisivo combatente da escravidão e do preconceito racial. No ano de 1883, por ser negro, foi recusado como promotor da cidade de Laguna. Em 1890, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde conseguiu um emprego de arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, ao mesmo tempo em que colaborou com diversos jornais da época. O poeta morreu jovem, aos 36 anos, acometido de tuberculose, doença incurável no final do século XIX.
quinta-feira, 19 de novembro de 2020
sábado, 14 de novembro de 2020
O GRAMOFONE DE BERLINER: PEDRO SERTANEJO
A LENDA DO FORRÓ
Pedro de Almeida e Silva, o Pedro Sertanejo (Euclides da Cunha 1927 — Idem 1997) músico, compositor e radialista baiano, foi o primeiro artista nordestino a levar o forró para São Paulo. Fundou o primeiro selo independente, a Gravadora Cantagalo. Realizou a sua primeira gravação, em 1956, acompanhado de seu conjunto, pela gravadora Copacabana, interpretando o xote "Roseira do Norte" de sua autoria e Zé Gonzaga e a polca "Zé Passinho na Festa" de sua autoria. Na Todamérica, em 1958, gravou duas músicas, o baião "Balaio do Norte" e o forró "Forró Brejeiro", tocando acordeom. No ano de 1964 fundou a Cantagalo, onde dirigiu a gravadora por toda a década de 1960. Convidou, então, Dominguinhos, no início da carreira, para gravar um LP destinado, exclusivamente, ao público migrante nordestino. Ao longo de sua carreira, Pedro Sertanejo gravou mais de 100 LP's. Um excepcional safoneiro que deixou seu legado, enobrecendo a Música Regional Sertaneja, assim como a Música Popular Brasileira. Fundou um salão de forró na Rua Catumbi no bairro do Belenzinho, em São Paulo que era o ponto de encontro de vários cantores e instrumentistas nordestinos. As grandes atrações eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Zé Gonzaga, Marinês, Dominguinhos, entre outros. Pedro era casado com Noemia Lima e Silva, e tiveram seis filhos, entre os quais Oswaldo de Almeida e Silva, Osvaldinho do Acordeon, atualmente um dos grandes sanfoneiros brasileiros. Aqui, seu LP "União dos Palmares", de 1971, com destaque para as músicas: Palmares (Pedro Sertanejo), Pojuca (J. Luna e Pedro Sertanejo) e Oh, Helena! (Zito Borborema e Pedro Sertanejo).
ENZOCB2020
segunda-feira, 9 de novembro de 2020
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
CAROLINA MARIA DE JESUS E RUTH DE SOUZA NA MÁQUINA DO TEMPO
As extraordinárias Carolina Maria de Jesus, escritora, aos 47 anos, e Ruth de Souza, atriz, aos 40 anos, na Favela do Canindé, São Paulo, em 1961, por ocasião da peça "Quarto de Despejo" na qual Ruth interpretou Carolina no teatro.
EnzoCB2020quarta-feira, 4 de novembro de 2020
O PONTO DO LIVRO: RESPOSTAS DE UM ASTROFÍSICO
Neste livro, Respostas de um astrofísico, Neil deGrace Tyson, americano de Nova York, discípulo do profeta dos nossos tempos, Carl Sagan (1934-1996), se vale de perspectivas cósmicas para enunciar as várias questões acerca do universo. As respostas esclarecedoras dizem da sua grande popularidade no mundo científico. Aqui, de maneira sóbria, ele compartilha seus conhecimentos científicos, destacando-se como educador e divulgador da ciência. Dúvidas, esperanças e emoções são abordados neste livro que é um verdadeiro achado para os aficionados pela astronomia e afins.
*ENZOCB2020
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
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O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...









