segunda-feira, 23 de novembro de 2020

O POEMA E O POETA: CRUZ E SOUSA

O POEMA...

LIRIAL

Vens com uns tons de searas,
De prados enflorescidos
E trazes os coloridos
Das frescas auroras claras.

E tens as nuances raras
Dos bons prazeres servidos
Nos rostos enlourecidos
Das parisienses preclaras.

Chapéu das finas elites,
De roses e clematites,
Chapéu Pierrette — entre o sol

Passando, esbelta e rosada,
Pareces uma encantada
Canção azul do Tirol.


...O POETA

João da Cruz e Sousa (Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis 1861- Curral Novo, atual Antônio Carlos, MG 1898) poeta catarinense, foi um dos precursores e o maior representante do simbolismo no Brasil. Em 1881, dirigiu o jornal Tribuna Popular, no qual foi um incisivo combatente  da escravidão e do preconceito racial. No ano de 1883, por ser negro, foi recusado como promotor da cidade de  Laguna. Em 1890, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde conseguiu um emprego de arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, ao mesmo tempo em que colaborou com diversos jornais da época. O poeta morreu jovem, aos 36 anos, acometido de tuberculose, doença incurável no final do século XIX.





sábado, 14 de novembro de 2020

O GRAMOFONE DE BERLINER: PEDRO SERTANEJO

A LENDA DO FORRÓ 

Pedro de Almeida e Silva, o Pedro Sertanejo (Euclides da Cunha 1927 — Idem 1997) músico, compositor e radialista baiano, foi o primeiro artista nordestino a levar o forró para São Paulo. Fundou o primeiro selo independente, a Gravadora Cantagalo. Realizou a sua primeira gravação, em 1956, acompanhado de seu conjunto, pela  gravadora Copacabana, interpretando o xote "Roseira do Norte" de sua autoria e Zé Gonzaga e a polca "Zé Passinho na Festa" de sua autoria. Na Todamérica, em 1958, gravou duas músicas, o baião "Balaio do Norte" e o forró "Forró Brejeiro", tocando acordeom. No ano de 1964 fundou a Cantagalo, onde dirigiu a gravadora por toda a década de 1960. Convidou, então,  Dominguinhos, no início da carreira, para gravar um LP destinado, exclusivamente, ao público migrante nordestino.  Ao longo de sua carreira, Pedro Sertanejo gravou mais de 100 LP's.  Um excepcional safoneiro que deixou seu legado, enobrecendo a Música Regional Sertaneja, assim como a Música Popular Brasileira. Fundou um salão de forró na Rua Catumbi no bairro do Belenzinho, em São Paulo que era o ponto de encontro de vários cantores e instrumentistas  nordestinos. As grandes  atrações eram Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Zé Gonzaga, Marinês, Dominguinhos, entre outros. Pedro era casado com Noemia Lima e Silva, e tiveram seis filhos, entre os quais Oswaldo de Almeida e Silva, Osvaldinho do Acordeon, atualmente um dos grandes sanfoneiros brasileiros. Aqui, seu LP "União dos Palmares", de 1971, com destaque para as músicas: Palmares (Pedro Sertanejo), Pojuca (J. Luna e Pedro Sertanejo) e Oh, Helena! (Zito Borborema e Pedro Sertanejo). 

ENZOCB2020



sexta-feira, 6 de novembro de 2020

CAROLINA MARIA DE JESUS E RUTH DE SOUZA NA MÁQUINA DO TEMPO

As extraordinárias Carolina Maria de Jesus,  escritora, aos 47 anos, e Ruth de Souza, atriz, aos 40 anos, na Favela do Canindé, São Paulo, em 1961, por ocasião da peça  "Quarto de Despejo" na qual Ruth interpretou Carolina no teatro.

EnzoCB2020



quarta-feira, 4 de novembro de 2020

O PONTO DO LIVRO: RESPOSTAS DE UM ASTROFÍSICO

Neste livro, Respostas de um astrofísico, Neil deGrace Tyson, americano de Nova York, discípulo do profeta dos nossos tempos, Carl Sagan (1934-1996), se vale de perspectivas cósmicas para enunciar as várias questões acerca do universo.  As respostas  esclarecedoras  dizem da sua grande popularidade no mundo científico. Aqui, de maneira sóbria, ele compartilha seus conhecimentos científicos, destacando-se como educador e  divulgador da ciência. Dúvidas, esperanças e emoções são abordados neste livro que é um verdadeiro achado para os aficionados pela astronomia e afins.

*ENZOCB2020



terça-feira, 20 de outubro de 2020

A PALETA DO GÊNIO: JEAN BAPTISTE DEBRET

O HISTORIADOR PICTÓRICO 

Jean-Baptiste Debret (Paris 1768 — Idem 1848) pintor, desenhista e professor francês, em 1817, fez parte da Missão Artística Francesa que fundou uma academia de Artes e Ofícios, mais tarde Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou, na cidade do Rio de Janeiro.   Foi pintor da corte de Napoleão, além de ter sido pintor oficial da Coroa Portuguesa no Brasil. É por esse motivo que suas obras retratam acontecimentos oficiais e que ele é considerado um pintor de história. Uma de suas obras serviu como base para definir as cores e formas geométricas da atual bandeira do Brasil, adotada em 19 de novembro de 1889. Exímio artista, demonstrou em suas telas não somente o cotidiano do Brasil da época que englobava tanto a aristocracia, da população em geral e a vida dos escravos, como também acontecimentos históricos do período anterior à independência do país e nos anos seguintes. A primeira bandeira da história do Brasil independente é uma de suas obras mais importantes. Quando voltou à França, em 1831, publicou, a sua famosa Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), que documenta através da pintura  aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX.

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OBRA: CASARIO (1816 - 1831)

Aquarela sobre papel

Dimensão: 12,40 cm X 20,10 cm

Localizacao: Museu Castro Maya - IPHAN / MINC (Rio de Janeiro - RJ)

EnzoCB2020



ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...