sexta-feira, 16 de abril de 2021

O PONTO DO LIVRO: A RUA DOS CATAVENTOS

Resenha 

A Rua dos Cataventos, publicado em 1940, foi  o primeiro livro de poesias que o escritor  gaúcho Mário Quintana (1906 - 1994) publicou na sua longa carreira literária. O livro é composto por 35 excepcionais sonetos saídos da mente genial deste que foi um dos maiores poetas brasileiros. Os poemas, que foram elaborados de forma fixa, e que alguns críticos afirmam estarem em desuso (asserção que não concordo), trazem em suas temáticas reflexões  sobre a infância do poeta, bem como considerações sobre a morte. O livro teve tamanha importância que até hoje alguns poemas são transcritos para antologias e livros escolares. Deste primeiro trabalho advém o lirismo inalcançável que Quintana poria em seus poemas subsequentes eivados de luz e naturalidade. Indico, aqui, para quem não conhece,  a leitura de A Rua dos Cataventos, marco inicial da jornada literária  do grande Mário Quintana, o poeta da simplicidade. 

*€NZOCB2021



terça-feira, 6 de abril de 2021

NA SEARA DOS ESCRITORES: JORGE AMADO

O AMADO ESCRITOR DE TODOS OS ESTILOS 

Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna1912 — Salvador 2001) romancista, cronista, jornalista e memorialista baiano foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Jorge viveu em Ilhéus e depois mudou-se para a Capital baiana onde estudou no Colégio Antônio Vieira, administrado por padres jesuítas, e no Ginásio Ipiranga. Desde muito cedo se envolveu com a literatura escrevendo para  o jornal “Diário da Bahia”. No Rio de Janeiro, em 1931, com 19 anos,  publicou o livro “O País do Carnaval”. Em 1935, formou-se Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro. Em 1945, tornou-se Deputado Federal. Na política, Jorge Amado lutou pela liberdade religiosa, sendo o autor da lei, ainda hoje em vigor, que assegura o direito à liberdade de culto religioso; foi autor, também, da emenda que garantia os direitos autorais. Em 1955, afastou-se da militância política e dedicou-se totalmente à literatura. Jorge é o autor mais adaptado para o cinema, o teatro e a televisão. Grandes trabalhos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra foram criações suas adaptadas para outros meios. A obra literária de Jorge Amado somam 49 livros, ao todo. Também já foi tema de escolas de samba por todo o País. Seus livros foram traduzidos em 80 países, em 49 idiomas,  assim como em braille e em fitas gravadas para cegos. Jorge Amado foi um dos maiores representantes da literatura brasileira modernista, com uma obra marcada pelo regionalismo e pela denúncia social. Foi o quinto ocupante da cadeira 23, na Academia Brasileira de Letras, em 1961 e, além disso, recebeu vários prêmios com destaque para o “Prêmio Camões” (1994) e o “Prêmio Jabuti”, o qual fora agraciado duas vezes (1959 e 1995). O autor também enveredou pelas trilhas da poesia, do conto, do teatro e da literatura infantil. Enfim, um ícone da literatura brasileira. 

EnzoCB2020



quinta-feira, 1 de abril de 2021

AGATHA CHRISTIE NA MÁQUINA DO TEMPO

A bela, festejada e elegante escritora britânica Agatha Christie (1890 - 1976), congnominada a "Rainha do Crime", na famosa Champs-Élysées, na Paris de 1906, aos 16 anos. 



quinta-feira, 18 de março de 2021

O POEMA E O POETA: AMÉRICO ANTONY

O POEMA...  

A FLOR DA EXORTAÇÃO 

Calada voz perdida no Passado 
Que cantou em penumbras de cristal Sensíveis sons de luz do que é encantado Nos seres todos da Alma Universal:

Secretos luares do silêncio amado 
Tão brandos e potentes, que afinal 
Os fluidos regem do que foi criado 
Da Luz, dos sons, do intrínseco causal:

Revelai-vos, amebas invisíveis 
Dos vossos mundo! órgãos de emoções Do Todo Eterno que voz fez sensíveis 

Da sinfonia que se fez correntes Trazendo o pego à flor, em corações 
De originais idiomas transparentes!

 ...E O POETA 

Américo Amorim Antony  (Manaus 1895 - Idem 1970), poeta amazonense teve, apenas, um único livro de poesias publicado postumamente: Os Sonetos das Flores, em 1979. O Poeta  foi membro da Academia Amazonense de Letras e da União Brasileira de Escritores do Amazonas. O Conselho Estadual de Cultura Amazonense mandou levantar todos os poemas esparsamente escritos por Antony. O célebre poeta Jorge Tufic se encarregou da tarefa de reunir os poemas auxiliado pelo promotor público Geraldo dos Anjos, divulgando parte deste trabalho no Livrornal, de 1978, periódico produzido pelo próprio Tufic. A catalogação dos sonetos, infelizmente não pode ser realizada por motivo de força maior. Américo Antony anda esquecido nos meios literários, embora seja um poeta de primeira linha. De acordo çom o poeta e pesquisador Antônio Miranda, "sua poesia é de difícil filiação a qualquer escola, podendo, no entanto, situar-se entre o simbolismo e o neoparnasianismo". Descubramos Américo Antony um dos grandes poetas do norte do Brasil.

ENZOCB2021

ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...