sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
A POESIA MELANCÓLICA DE SYLVIA PLATH

Sylvia Plath (Jamaica Plain, Massachusetts, 1932 — Londres 1963)
Poeta, romancista e contista americana
PAPOULAS DE JULHO
Ó papoulinhas, pequenas flamas do inferno,
Então não fazem mal?
Vocês vibram. É impossível tocá-las.
Eu ponho as mãos entre as flamas. Nada me queima.
E me fatiga ficar a olhá-las
Assim vibrantes, enrugadas e rubras, como a pele de uma boca.
Uma boca sangrando.
Pequenas franjas sangrentas!
Há vapores que não posso tocar.
Onde estão os narcóticos, as repugnantes cápsulas?
Se eu pudesse sangrar, ou dormir!
Se minha boca pudesse unir-se a tal ferida!
Ou que seus licores filtrem-se em mim, nessa cápsula de vidro,
Entorpecendo e apaziguando.
Mas sem cor. Sem cor alguma.
Tradução:
Afonso Félix de Souza.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
ALCEU VALENÇA E A MÚSICA NO JIRAU
por Enzo Carlo Barrocco

TÍTULO: LEQUE MOLEQUE
INTÉRPRETE: ALCEU VALENÇA
GRAVADORA: RCA VICTOR (1987)
Leque Moleque, talvez, seja um dos trabalhos mais importantes de Alceu Valença, poeta pernambucano. Escolheu a música (ou foi a música que o escolheu?) para que sua sensibilidade fosse mais apreciada. Letras belíssimas aliadas a sua interpretação única nos causam a sensação de puro prazer. Destaque para as músicas Bobo da Corte (Alceu Valença), O P da Paixão (Alceu Valença), Leque Moleque (Carlos Fernando e Alceu Valença), Girassol (Alceu Valença) Íris (Alceu Valença). Acompanhado de músicos como Tavinho (Teclados), Wilson Meireles (Bateria), Sidinho (Percussão), Hirashi Honda (guitarra), Eduim (atabaque) e o saudoso Rafael Rabelo (guitarras, violão de aço), falecido em 1995, o disco realmente é uma verdadeira raridade. Rildo Hora ainda empresta seu talento à música Girassol. Os dois primeiros versos da música Leque Moleque já nos faz perceber a linha poética de Alceu: “Primeiro a luz e o verbo / depois reluz invenção...
AS MULHERES NUAS

Dos meus olhos impuros
descubro a via ápia
das curvas que existem no teu semblante.
Acontece tudo o que se imagina;
estrada que segue
entre milharais e
este céu flavo; tarde nos meus cabelos.
As mulheres nuas dançam
sobre um tapete
imaginadas agora dentro de mim.
O que se passa nos lugares
onde meus olhos não alcançam?
Ainda estou longe de me tornar um anjo...
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
EDIMILSON DE ALMEIDA PEREIRA O POETA DAS GERAIS

EDIMILSON DE ALMEIDA PEREIRA
Juiz de Fora 1963
Poeta e ensaísta mineiro
QUADRA
Serpentina alguma morre no ar
e a folia não queda no escuro.
Um temor envolve toda alegria
e o esquecimento vigia sua eternidade.
A morte na folia ama a serpentina
e nem separa a vida de seu destino.
Em quadra ficam os dias, o amor cansado da
alegria, em quadra um desejo no teto,
deidade no templo.
A LANTERNA DOS LUMIÈRE - ALAN RICKMAN E MOS DEF SÃO QUASE DEUSES
por Enzo Carlo Barrocco
TENACIDADE É A PALAVRA-CHAVE.

Filme: Quase Deuses (Something the Lord Made), Drama, 110 minutos, EUA (2004). Direção: Joseph Sargent. Com: Alan Rickman, Mos Def, Kyra Sedgwick, Merritt Wever, Doug Olear, David Bailey, Nat Benchley, Gabrielle Union
A época da Depressão americana, Viven Thomas (Def), um jovem negro, perde todo o dinheiro que tinha juntado para pagar a faculdade de medicina. Como faxineiro de um pesquisador, Vivien descobre realmente seu talento para a área médica. Trabalhando na Universidade Johns Hopkins, ao lado do doutor Alfred Blalock (Rickman), Viven se torna, depois de inúmeras decepções, um excelente professor, sendo, inclusive, já com a idade avançada, agraciado com o título de doutor. Excelente atuação de Mos Def. Esse filme, fruto de uma história real, foi realizado originariamente para a TV americana.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
OS ANIMAIS: NOSSOS IRMÃOS DE PLANETA
por Enzo Carlo Barrocco

O DIÁRIO DOS PENSADORES - PÁGINA 20

Para ensinar há uma formalidade a cumprir: saber.
- Eça de Queiroz (Povoa do Varzim 1844 – Paris 1900) contista
e romancista português
A liberdade não é uma concessão, mas uma vitória de cada dia.
- Jânio Quadros (Campo Grande, então Estado de Mato Grosso 1917 – São Paulo 1922) político mato-grossense, ex-presidente da República
Cada coisa tem sua hora e cada hora o seu caminho.
- Raquel de Queiroz (Fortaleza 1910 – Rio de Janeiro 2003) contista, romancista, dramaturga e cronista cearense
O que dizemos nem sempre é parecido com o que somos.
- Jorge Luis Borges (Buenos Aires 1899 – Genebra, Suíça 1986) poeta, contista e ensaísta argentino
Da raivosa paixão que resulta do ciúme, só os ciumentos podem falar adequadamente.
- Francisco de Quevedo y Villegas (Madri 1580 – Villanueva de los Infantes 1645) poeta espanhol
A alma é essa coisa que pergunta se a alma existe.
- Mário Quintana (Alegrete 1906 – Porto Alegre 1994) poeta, contista e jornalista gaúcho
O marido enganado é um homem que se engana a respeito da mulher que o engana.
- Sérgio Porto, o Stanlislaw Ponte Preta (Rio de Janeiro 1923 – Idem 1968) cronista e humorista fluminense
É dever do homem levantar o homem.
- José Marti (Havana 1853 – Dos Rios 1895) poeta, ensaísta e jornalista cubano
Veja o meu caso: eu caminhei do nada para um estado de extrema pobreza.
- Groucho Marx (Nova York 1890 – Los Angeles 1977) ator comediante americano
A religião é o gemido do oprimido.
- Karl Marx (Trier 1818 – Londres 1883) economista, político, filósofo e ensaísta alemão
As pessoas pedem críticas, porém só desejam ouvir elogios.
- William Somerset Maughan (Paris 1874 – Londres 1065) romancista, contista, dramaturgo e ensaísta inglês
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
GENIVAL LACERDA E A MÚSICA NO JIRAU
por Enzo Carlo Barrocco

TÍTULO: TRIBUTO A JACKSON DO PANDEIRO
INTÉRPRETE: GENIVAL LACERDA
GRAVADORA: RGE (1998)
Um trabalho de valor inestimável. É o que é esse CD do irreverente Genival Lacerda, um dos representantes nordestinos na MPB, numa justa homenagem a Jackson do Pandeiro, “O Rei do Ritmo” (falecido em 1982). José Gomes Filho, ou melhor, Jackson do Pandeiro dispensa qualquer comentário e essa homenagem feita por Genival, seu conterrâneo, vem resgatar a importância desse paraibano dentro da MPB. Genival dá uma conotação mais malemolente, digamos assim, a verdadeiras jóias como: Cantiga do Sapo (Buco do Pandeiro – Jackson do Pandeiro), Sebastiana (Rosil Cavalcante), Forró em Limoreiro (Edgar Ferreira), Forró em Caruaru (Zé Dantas), Secretário do Diabo (Osvaldo Oliveira – Ronaldo Costa), Como Tem Zé na Paraíba (Catulo de Paula – Manezinho Araújo), entre outras. Os músicos que acompanham Genival são excepcionais, destacando-se a dupla de sanfoneiros Dominguinhos e Osvaldinho. São vinte músicas sendo doze
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
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O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...

